domingo, 28 de outubro de 2012
ESCRITARIA EM PENAFIEL
Nos dias 26 27 e 28
de Outubro, Penafiel realizou o festival literário Escritaria, com apelo e
atenção dos visitantes para frases, fotografias e actividades artísticas ao ar
livre que homenagearam António Lobo Antunes possibilitando que ficassem a
conhecer melhor o escritor e a obra.
"O que acaba
por ser uma coisa muito boa dos livros são os amigos desconhecidos",
observou.
António Lobo
Antunes refere "gostar cada vez mais de ser português, mas sentir
"raiva" por estar num país onde as pessoas "vivem de maneira
horrível e sem esperança".
Palavras para quê,
quando olhamos para as centenas de pessoas que o ouviam e aplaudiam no
auditório do museu municipal.
O autor apesar do
medo de Penafiel, por pensar que fosse como aqueles subúrbios horríveis de
Lisboa e do Porto, enganou-se quando viu uma cidade tão bonita e pessoas tão
simpáticas, agradeceu o acolhimento e reconhecimento da sua obra.
Novelas 28 de Outubro
de 2012.
domingo, 21 de outubro de 2012
DEBATE INFORMATIVO!
A REFORMA ADMINISTRATIVA
E EXTINÇÃO DA FREGUESIA DE NOVELAS!
No sábado dia 20
pelas 21 horas na sede da Junta de Freguesia de Novelas, reuniram-se
personalidades ligadas à vida autárquica concelhia, com o tema em debate e
forma de slogan:
"Longe de
aceitar os dados o secretário de estado do poder local, constitui matéria
criada por acções e atitudes combinadas que não unem mas repartem”.
Deu-se inicio ao
debate tomando a palavra o Presidente da Junta de Freguesia de Novelas, que
mostrou a indignação no processo de extinção de freguesias que tem vindo ao
longo dos tempos a ser decidido e desenhado, completamente à margem das
populações, em mais uma submissão inaceitável ao pacto de agressão e à troika.
A forma e colecção
fizeram com que a freguesia de Novelas e todas as outras fossem constituídas
num sistema marginal, fez com que única e simplesmente fossem exiladas da
prática para estabelecê-las como objectos abstractos de um saber.
Alegou-se
(Carlos Drummond de Andrade)
“A porta da verdade
estava aberta, mas só deixava passar meia pessoa de cada vez, assim não era
possível atingir toda a verdade, porque a meia pessoa que entrava só trazia o
perfil de meia verdade e a segunda metade voltava igualmente com meio perfil e
os perfis não coincidiam.”
Todos os oradores
estavam em sintonia, com uma sala participativa onde salientaram que a
freguesia de Novelas será sacrificada, tanto pela sua cultura e valores, como
pela sua história.
Intervenientes do
público referiam a freguesia de Novelas o local onde nasceram os nossos
antepassados, os nossos avós, os nossos pais, nós e os nossos filhos e em seu
nome, tudo farão para que a vergonha da obscuridade deste processo termine e se
assuma de uma vez por todas as responsabilidades em defesa das populações e dos
Novelenses.
Encerrou-se o
debate com a proposta, da recolha de assinaturas contra a extinção da freguesia de
Novelas, assim como contra a alteração da sua denominação primordial FREGUESIA DE NOVELAS
– um nome para o presente e para o futuro.
Novelas 21 de Outubro
de 2012.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
LEMBRAR ADRIANO
Em mais um aniversário da morte
de Adriano Correia de Oliveira, a Biblioteca Municipal de Penafiel, levou a efeito a Homenagem ao verdadeiro amante da liberdade.
Carlos Andrade, José Silva e João Teixeira foram os convidados para homenagearem e apresentarem o espectáculo «Lembrar Adriano».
Já todos nós ouvimos o
provérbio: “Muito bem se canta na Sé, mas é para quem é”. Ora, este “dito”
ajusta-se perfeitamente à figura que, hoje, queremos lembrar. Aquela voz bonita
de Adriano Correia de Oliveira não podia deixar de cantar na Sé. E cantou! Cantou na Sé e por toda a parte.
Adriano Correia de Oliveira
muito embora seja tido como Avintense, em boa verdade, nasceu na Rua Formosa,
na cidade do Porto, em 9 de Abril de 1942. Chegou a Coimbra apenas com
dezassete anos, para frequentar o curso de Direito, na Universidade.
Com o entusiasmo próprio dos
dezassete anos, logo começou a frequentar as tertúlias académicas, a boémia
coimbrã e facilmente entra nos movimentos estudantis.
De uma vivacidade natural e com uma voz lindíssima, depressa se torna o menino bonito do Orfeão Académico.
Carlos Andrade, José Silva e João Teixeira foram os convidados para homenagearem e apresentarem o espectáculo «Lembrar Adriano».
ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA
De uma vivacidade natural e com uma voz lindíssima, depressa se torna o menino bonito do Orfeão Académico.
Canta o fado (o fado tradicional
de Coimbra), gravando um ou dois discos. Entretanto, a este tempo, em Coimbra,
sentiam-se já os ventos de mudança que sopravam.
José Afonso, que na década
anterior fora um dos mais apreciados cantores do fado de Coimbra, andava,
agora, por lá, de viola em punho, a cantar uma espécie de cantiga trovadoresca,
que rompia com a praxe e a tradição Coimbrã. Era uma cantiga nova, que exaltava
e servia os ímpetos libertários que, àquele tempo, fervilhavam e uniam os
movimentos estudantis.
Adriano Correia de Oliveira não
se fez rogado. Logo se entregou de alma e coração a essa nova corrente musical,
a esse novo movimento, a essa nova causa. E surgem, então, as mais bonitas
trovas que a época produziu; lembremos, por exemplo, «A trova do vento que
passa».
Cultiva a cantiga de intervenção e, verdadeiro amante da liberdade, anda por
todo o lado, a par com outros cantores, a denunciar a repressão e a
prepotência.
Insurge-se contra a guerra no Ultramar e ouvimo-lo, então, cantar “Menina dos olhos tristes”.
Insurge-se contra a guerra no Ultramar e ouvimo-lo, então, cantar “Menina dos olhos tristes”.
Embrenhou-se também na recolha,
selecção e gravação de cantigas do nosso folclore, quer do Continente quer dos
Açores e deixa-nos «Morte que mataste Lira».
Muito novo ainda, no auge da sua
capacidade criadora, é acometido de uma doença imparável. Morre aos quarenta
anos, no dia 16 de Outubro de 1982.
Mas a sua vida, todavia, é a mais eloquente prova de que a melhor poesia não é a que se escreve é a que se vive.
Novelas 19 de Outubro
de 2012.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
EXCEPCIONAL É TER UMA FAMÍLIA .
Excepcional é ter uma
família, onde o filho teve um pai que amava o filho que amava o pai, apenas um
filho feliz que teve o prazer de ter um pai assim.

Lembro-me claramente
ao longo da minha infância, de ver o meu pai a escrever ou a ler regularmente,
e recordo mais tarde os seus conselhos de que estudasse e ponderasse, no entanto deixei pendente um curso superior.
Foi o começo para ao
longo da vida encontrar quem me ajudasse a caminhar, frequentei
e amestrei variadíssimas acções de formação que me ajudaram na minha
actividade profissional. Digamos que sou apenas um autodidacta, que gosta muito de
ler e sabe escrever, surpreendido por encontrar uns rapazotes, que nem o sabem fazer!
Por isso aqui estou
seguindo as suas pisadas e tal como em outros anos encontro-me na hora da
partida, que para alguns se diluiu no tempo, para outros o caminho tornou-se
mais fácil e as palavras de circunstância foram levadas pelo vento.
Sei que tudo isso é normal, pois já passaram quatro anos, mas a minha memória começou a fixar melhor as coisas que
via, a compreender ainda mais aquilo que estranhava, a decifrar algum tempo
antes... e depois!

Eu sei... o meu pai foi
um HOMEM!
Recordo os dias risonhos... aqueles dias lembram-se...foi numa dessas manhãs alegres embora orvalhada, igual a todas essas
manhãs mas com sol quentinho, que adormeci a sonhar com paraíso. Sobressaltado acordei e
senti os cobertores escorregavam por entre os dedos dos pés, ainda me lembro de
me proteger segurando-os, mas com o tempo deixei-me levar pelo sono e adormeci novamente...
Estranho…
sonhei outra vez. Eram oito horas e
acordei novamente inquietado, era dia sete de Outubro de dois mil e oito, preparei-me
apressado para o trabalho, pequeno-almoço, miúdos à escola e às nove horas a
trabalhar. Tinha nesse dia percorrido o tal paraíso e preparava-me para viver um verdadeiro
pesadelo.
Foi ao meio-dia, do dia nove de Outubro que o telefone tocou e que desejei não sonhar mais, um amigo pedia-me
para dirigir-me ao hospital.
Quatro anos depois… percorro o trajecto, aquele tal trajecto que todos percorremos ou vamos percorrer um dia, o mesmo que em tempos era o
dito paraíso que percorria em criança, o paraíso da minha infância, o da memória a
desabrochar para o mundo, como aquela manhã de Outono, lembram-se... desapareceu… mas
enquanto eu viver, ainda me lembro…

O caminho hoje é
diferente; esconderam-se os vestígios dos animais de carga e os rodados dos
carros de bois, a represa e o casebre da Lagoa não existe e no seu lugar surgiu
uma casa, (não casebre) mais bonita e confortável; a agua não se vê correr;
futuramente irá nascer o novo Centro Comercial e ao seu lado a oponente estação; um pouco mais distante o moinho reluzente até parece que "permite um banho refrescante nas águas
que eram límpidas" do Sousa; e as aves… essas desapareceram, o seu cantar foi
substituído pelo som dos novos comboios, que não são "a vapor"; as terras que outrora estavam bem cultivadas, foram divididas pelo o novo acesso da
via rápida, para daqui algum tempo quando lá circular ter que pagar ao estalajadeiro, para tratar do jardim!
Mas que jardim! Qual jardim do
paraíso qual quê? As terras estão completamente abandonadas, os campos transformaram-se
em montes; onde o matagal oferece uma imagem desoladora parecida com paisagem
de terra queimada; os HOMENS de palavra escassearam ou desapareceram, outros
ficaram diminuídos e apareceram à fartasana os homensitos!
À coisas que nunca
esquecem, nem sei o que dizer; será talvez por serem das primeiras que o nosso
cérebro guarda quando começamos a tomar consciência do que existe ao nosso lado
e ficam-nos gravadas para sempre nessa calculadora maravilhosa a que chamamos
memória, e que vão e vêm para o resto da nossa vida.
Esta é uma delas, lembro António da Silva Meireles, meu pai!
Novelas 9 de Outubro
de 2012.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
TEMPOS QUE NÃO VOLTAM MAIS!
Ainda me lembro, nas
horas de nostalgia dos contos e da minha vivência nos períodos de infância, que
saudades, onde já tinha recordado a lareira com uma pedra no chão, e sobre ela a lenha abrasava a cozinha,! 

Era eu uma criança, a à poucos
anos deixara-se de usar candeeiros a petróleo e a luz eléctrica em casa de
algumas famílias já era uma realidade.

Para esses residentes
de Novelas as candeias de azeite ou os candeeiros a petróleo, começariam a
pertencer ao passado e possibilitou igualmente a mecanização em grandes quintas
como a Quinta da Tulha ou a Quinta da Folha e começava a ouvir-se pela primeira
vez a rádio.
Nesse tempo o acesso
à cidade era pela estrada principal e os caminhos eram sinuosos, sendo para
isso semanalmente enviado um robusto cavalo, pelo comerciante, que transportava
a farinha, proveniente dos moinhos junto à ponte do rio Sousa.
Andava-se muito a pé,
a estrada principal não era alcatroada e os caminhos todos poeirentos no verão
e lamacentos no Inverno, serviam o acesso ao caminho-de-ferro e a estação de
Penafiel em Novelas, era uma realidade, como excelente meio de transporte.

A linha do Douro com
este melhoramento veio proporcionar como é óbvio um substancial desenvolvimento
à freguesia de Novelas e uma melhoria nas condições de vida daqueles que podiam
trabalhar.
As primeiras e
verdadeiras lojas a servirem o público surgiam posteriormente em Arcozelo “ O
Senhor Ângelo” nos Penedos “A Loja do Oliveira” e na Ponte a “Loja do Neca e do
Alfredo”; o talho era na actual Adega Regional e o barbeiro mesmo ao lado; e
ainda a drogaria a par com a padaria.

Tornava-se
possível, em casa como forma de descanso depois do almoço, as mulheres
reunirem-se em frente da telefonia para ouvirem o romance “ Simplesmente
Maria”, ou os homens ouvir a informação, tal como o relato dos jogos de
futebol, tudo isto já antes da vinda da Televisão.
As tabernas foram-se
transformando em cafés (onde café não havia) ficariam a ser tabernas mais
civilizadas, pelo menos com cadeiras e mesas, em vês dos tradicionais bancos
quadrados de madeira.
Depois apareceu em
mil novecentos e setenta e dois, a Associação Recreativa Novelense e todas as
noites eram casa cheia, principalmente para a noite de teatro e as emissões de
televisão já eram uma realidade e começavam a aparecer pela primeira vez nas habitações.

As bebidas mais
populares da altura para os que não bebiam vinho, era uma mistura de gasosa com
cerveja.
Os dias eram
risonhos... e foi numa manhã risonha embora orvalhada, mas igual a todas essas
manhãs mas com sol quentinho, quarenta anos depois adormeci sobressaltado e
senti os cobertores escorregarem por entre os dedos dos pés, ainda me lembro de
me proteger segurando-os, mas com o tempo deixei-me levar pelo sono e adormeci.

Estranho…
sonhei outra vez. Lembrei-me da primeira vez que o meu pai me tinha dado a primeira moeda
de vinte e cinco tostões, o primeiro sumo “a laranjina”, e a primeira
reprimenda, talvez daí a razão principal do cenário ainda continuar vivo na
minha memória e o motivo por que o descrevo.

Recordei… ao sair
para o campo, ficava para traz e junto á Quinta da Folha começava a observar a
natureza, que bonitas as borboletas quando pousavam nas flores e as abelhas que
tentava apanhar… ; então as avelãzeiras ao meu lado direito, precedendo á
capela da Senhora do Loreto na casa da Quinta e atrás de nós o sol que há pouco
tinha nascido.

Um chão de
terra cultivado na Arribalta que por sinal tinha sido do meu avô paterno, de
onde mais tarde retornava com o meu pai e família para o almoço.
Como eu gostaria de
saber transmitir numa tela, estas imagens de infância que ainda guardo no meu
pensamento, o ouvir dos diferentes cantos dos pássaros, que perguntava ao meu
pai e ele me dizia… é o rouxinol, é o pintassilgo, ali é o casebre da Lagoa,
isto ao longo das terras de cultivo onde mais abaixo se avistava uma represa
onde a agua límpida corria.
A seguir o canto já
era outro, o cuco, a poupa e o gaio, este último lembro-me ter visto alguns…
não talvez na minha primeira vivência, pois a minha memória ficou mais
acentuada com aquela imagem do contacto com o espaço aberto e para mim,
grandioso da natureza.
Á tardinha lá ia ao
banho ao rio Sousa, com uma bóia gigante oferecida pela garagem do Albano
Miguel em Penafiel, depois ainda o sol se preparava para esconder, e eu já me
dirigia para o “ Clube” passando pelo café, via as andorinhas que faziam ninho
nas varandas, nos alpendre e beirais a voltarem ao seu ninho.
Era um tempo de se
apreciar a paisagem, aquele envolvimento com a natureza, naquele ambiente
rural, naquela idade do desabrochar para a vida… visto por um adolescente.
Mas o tempo foi
passando, fui crescendo e amadurecendo e mais tarde o tabaco era um erro
imperdoável, escondido para que não visse meti o cigarro por entre os dedos ao
bolso e enquanto conversava incendiou-me o forro das calças. Uma verdadeira
aventura para um jovem já com dezassete anos de idade ao ser surpreendido pelo
pai.
Enquanto caminhava ouvia o chilrear dos passarinhos naquela tarde, que (hoje sei) era de Primavera, ainda me lembro… do caminho marcado pelos fundos rodados dos carros de bois e eu gostava tanto daquela paisagem e contacto com a natureza, que não sei porquê, as minhas retinas de criança, fixaram e gravaram para sempre na minha memória, aquele cenário para o resto da minha vida.
Agora tenho lembranças e saudades!

Enquanto caminhava ouvia o chilrear dos passarinhos naquela tarde, que (hoje sei) era de Primavera, ainda me lembro… do caminho marcado pelos fundos rodados dos carros de bois e eu gostava tanto daquela paisagem e contacto com a natureza, que não sei porquê, as minhas retinas de criança, fixaram e gravaram para sempre na minha memória, aquele cenário para o resto da minha vida.
Agora tenho lembranças e saudades!
Novelas 8 de Outubro
de 2012.
APRESENTAÇÃO DAS MODALIDADES DESPORTIVAS.
ASSOCIAÇÃO RECREATIVA NOVELENSE

O
momento notável do dia 6 de Outubro de 2012, no Pavilhão Desportivo de Novelas
aquando da apresentação das diversas modalidades desportivas, demonstrou um
espírito de associativismo e camaradagem que funciona dentro do corpo da
Associação Recreativa Novelense.
Tendo recebido a
atenção da Associação Recreativa Novelense e dos maiores eventos desportivos a
nível local e Nacional nas diversas secções, tais como:
A secção do Ténis de
Mesa; a secção do Futsal; a secção de Pesca Desportiva; a secção de Futebol
Salão e a secção de BTT.
Esta direcção,
Presidente; Treinadores; Administradores; que compõe esta notável colectividade
pretende assim, criar bases sólidas, obter resultados para o futuro sendo para
isso necessário trabalhar muito, unindo desta forma esforços para chamar a
atenção e mobilizar os Novelenses para as práticas desportivas.
Para isso uma
vasta equipa dirige e acompanha as diversas modalidades, partilham o empenho, a
manutenção dos atletas, a profissionalização administrativa para realizarem
campeões e metas claras de gestão.
Esta iniciativa
envolve todos que nela participam, a vontade, o apoio público para a devida
manutenção e aprofundamento das acções.
Contam assim com
todos os sectores, para o avanço tão próximo de novas conquistas tão
importante, consagrando mais novos campeões, à semelhança de António Malheiro e
Paulo Silva.
A Associação
Recreativa Novelense é uma associação de atletas de várias modalidades e está
ajustada de forma positiva na melhoria do desporto, apesar do momento difícil,
os atletas sabem que é preciso ter metas, determinação, encarar os obstáculos
sem medo, trabalhar duro e em equipe.
Parabéns.
Novelas 08 de
Outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
MENSAGEM NO TEMPO
Angelino Pereira
Se o Homem acredita no sonho, a obra realiza-se.
No espaço breve do
seu tempo, o homem deve marcar a sua presença, enquanto vida na Terra.
Da matéria que
constitui o seu corpo, que deu forma à sua existência, com novas formas e
seres, ficará a realização da sua obra, com alma do entusiasmo que durante a
vida lhes dedicou.
O homem faz a razão
da sua existência pela presença do homem!
As desigualdades pelo
desmerecimento da dignificação humana, que conduzem, sistematicamente à
extinção da espécie, como ser racional; são a razão das minhas palavras que
constituíram a obra anterior “«NO CONTO DO MEU POEMA».
Mas enquanto a
injustiça prevalecer, a obra continuará inacabada!
Com este segundo
livro, «MENSAGEM NO TEMPO» continuarei a contribuir para a construção da obra
que o tempo mostrará as gerações vindouras: um mundo mais fraterno, onde o
homem reencontrará a plenitude da felicidade, como principal razão da sua
existência.
A matéria, da qual
foi realizada a obra que somos, regressará apesar de tudo e, irreversivelmente
ao ponto da sua origem!
Era assim no tempo,
em que Angelino mais ou menos teria nascido em Novelas, mais propriamente no
dia 2 de Fevereiro de 1939, Manuel da Rocha Melo e D, América da Rocha Melo,
comemoraram 25 anos de casados.
Neste dia,
realizou-se um cortejo em Novelas, até à Escola-Cantina, onde Dona América
distribuiu cobertores a 200 pobres de Novelas.
Neste acto estiveram
presentes os administradores da Cantina, Augusto José Lopes e Abel de Sousa
Meireles, e a directora Adelina Augusta Monteiro.
No final, o cortejo
veio ao toque de música, até à Casa da Tulha.
F. Oliveira
Muitos anos depois,
no dia 24 de Abril de 1997 – Paço dos Duques em Guimarães Angelino Pereira
procedia ao lançamento do livro «MENSAGEM DO TEMPO», e na página 24 encontra-se
um poema dedicado à sua terra Natal com o Título “ NOVELAS” a retratar esse
tempo.
«MENSAGEM NO TEMPO»
"Comi broa com
chouriço, feito de porco caseiro, no caldo de couve-galega e milho rapado na
roca.
Brinquei em dias de
Inverno, na horta com a minhoca.
Fiz carrinho para
brincar, de madeira e chapa velha que eu tinha de inventar no meu tempo de
“canalha”.
Bebi ao pequeno
almoço, aguardente bagaço e vinho e acendi a minha lareira com lenha de seco
pinho.
Pesquei enguias no
Sousa, com armadilhas montadas, entre choupos amarradas, com anzóis portando o
isco que fizeram bom petisco.
Refeições soberbas
uvas, “que nas vinhas eu roubava” na procura de alimento aquando na casa
faltava.
Entre nada e nada
ter, nasce o homem p`ra vencer, junto ao Sousa divinal, Novelas de Portugal”
Angelino Pereira
sábado, 6 de outubro de 2012
ASSOCIAÇÃO RECREATIVA NOVELENSE
AS MODALIDADES DESPORTIVAS NA A.R.N.
O momento
notável do dia 6 de Outubro de 2012, aquando da apresentação das diversas
modalidades desportivas, demonstrou um espírito de associativismo e camaradagem
que funciona dentro do corpo da Associação Recreativa Novelense.
As várias
circunstâncias da “nova Direcção para o ano 2012/2013 fez com que se
mantivessem os elementos da direcção, Bruno Monteiro, Marino Almeida, Carla
Oliveira, Laurindo Magalhães, João Silvestre, Humberto Luís, João Paulo Moura.
Como entradas novas:
Alfredo Vieira, Marta Raquel Moreira, Marcos Barros, Fernando Malheiro, Tito
Silva e José Maria Gomes.

A Assembleia-geral
continua a ser presidida por Joaquim Pinto Mendes, apoiado por Carlos Oliveira
e Miguel Ribeiro, assim como o Conselho Fiscal que também se manterá a cargo de
Manuel Vieira, apoiado por Telmo Mendes e por Nelo Cunha”.
Face a este
facto, esta associação publicamente apresentou as várias Secções, e o trabalho
exaustivo dos Dirigentes, Treinadores, Administradores e Presidente que compõe
esta notável colectividade.
O desporto é útil e
reconhecido por todos os Novelenses, tendo recebido a atenção da Associação
Recreativa Novelense e dos maiores eventos desportivos a nível local e Nacional
nas diversas secções, tais como: 

A secção do Ténis de
Mesa; a secção do Futsal; a secção de Pesca Desportiva; a secção de Futebol
Salão e a secção de BTT.
Pretende assim
esta direcção criar bases sólidas, obter resultados para o futuro sendo para
isso necessário trabalhar muito. Esta associação uniu assim esforços para
chamar a atenção e mobilizar os Novelenses para as práticas desportivas.
Para isso uma
vasta equipa dirige e acompanha as diversas modalidades, partilham o empenho, a
manutenção dos atletas, a profissionalização administrativa para realizarem
campeões e metas claras de gestão.
Por isso, o apoio a esta
iniciativa envolve todos que nela participam, a vontade, o apoio público para a
devida manutenção e aprofundamento das acções.
Contam assim com
todos os sectores, para o avanço tão próximo de novas conquistas tão
importante, consagrando mais novos campeões, á semelhança de António Malheiro e
Paulo Silva.
A Associação
Recreativa Novelense é uma associação de atletas de várias modalidades e está
ajustada de forma positiva na melhoria do desporto, apesar do momento difícil,
os atletas sabem que é preciso ter metas, determinação, encarar os obstáculos
sem medo, trabalhar duro e em equipe.
Parabéns.
Novelas 06 de Outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
JOAQUIM MOREIRA GARCEZ
Quinta Feira dia 27
de Setembro de 2012, o Instituto Nacional de Emergência Médica INEM acorreu à
freguesia de Novelas, na tentativa de socorro de um acidente fatal que vitimou
o Sr. Joaquim Moreira, deixando os familiares e Novelenses profundamente
consternados.
Foi no dia 29 pelas
10:30 horas o momento da despedida, e as cerimónias fúnebres foram marcadas com
um momento duro que enlutou a família.
Os amigos e
familiares acabaram de perder um seu ente querido.
À sua família
transmito o meu profundo pesar por esta perda.
O Sr. Joaquim
Moreira, era reformado da E.D.P. antiga eléctrica Duriense, e companheiro do
Sr. Adão o Ferreiro e Sr. Mendes do Cruzeiro que formavam um grupo de três
amigos inseparáveis.
Encontravam-se em
tempos passados no Futebol ou na Associação Recreativa Novelense, com quem
todos pudemos privar ao longo de muitos dias em Novelas.
A partida de um
Homem de elevadíssima educação, simpatia, e reservado nas amizades, marca uma
presença que o destino marcou na passagem desta vida, com um acontecimento da
forma e na forma surpreendente, mesmo no local por onde gostava mais de
passear. A ponte de Novelas.
Muito mais poderia
ser dito, mas não chegariam as palavras para descrever a bondade, generosidade
e amizade com que acarinhava quem gostava.
Creio
que esses gestos demonstram bem o afecto que ele tinha pela família e seus
verdadeiros amigos.
Fica aqui a minha
homenagem a um bom amigo.
Descanse em Paz.
Novelas 30 de
Setembro de 2012
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