segunda-feira, 13 de agosto de 2012

40 ANOS DA ASSOCIAÇÃO RECREATIVA NOVELENSE



ASSOCIAÇÃO RECREATIVA NOVELENSE

No dia 28 de Julho de 2012 Novelas comemorou o quadragésimo Aniversário da Associação Recreativa Novelense.
 
 
Foram e cada vez mais estão a ser 40 anos de muita luta, tenacidade e dedicação. Corpos diretivos e associados, de forma abnegada, cheia de idealismo, tentam manter pouco a pouco a sede que se tornou ao longo de quatro décadas, num local de encontro de famílias Novelenses e motivo de orgulho para todos nós.

Foi comemorável, um Jantar aprazível na Quinta de Louredo juntou cerca de oitenta pessoas, onde se reencontraram antigos amigos, alguns que já não se encontravam à algum tempo, e novos amigos para acompanhar a actualidade desta instituição.
São várias as secções, na A R Novelense, a Pesca Desportiva, o Futsal, entre outras actividades e com especial destaque para o Ténis de mesa, que contribuem para o crescimento saudável dos nossos filhos.


Recordo os primeiros anos da fundação desta Associação a 9 de Julho de 1972, que tornou possível transmitir um pouco da cultura Novelense, as tradições e principalmente os princípios básicos da educação diferenciada, que caracterizam esta instituição.
Tudo isso se deve a todos quanto tornaram possível a sua fundação, aos pioneiros que a fundaram; aos que continuaram trabalhando para mantê-la e aos que hoje auxiliam para não apenas continuar a tarefa, como também para cada vez mais torná-la grandiosa.
Neste quadragésimo aniversário, como já referido em edições anteriores, celebrou-se desta forma o mérito aos Campeões de cadetes de ténis de mesa, António Malheiro e Paulo Silva, com a atribuição de prémios para os vencedores assim como para outros atletas, que tanto elevaram a freguesia de Novelas. 


Os atletas da secção de ténis de mesa foram homenageados pela conquista do Campeonato Nacional de Cadetes (sub-15), António Malheiro e Paulo Silva venceram um Torneio em Itália e o Campeonato Nacional de Pares, António Malheiro ficou em 10º lugar no campeonato da Europa, o melhor português classificado, venceu ainda o campeonato nacional individual e Paulo Silva foi o vice-campeão.
 
É no entanto de referir por outro lado infelizmente, que a cultura do espírito comunitário começa a perder o seu entusiasmo à medida que se sucedem as gerações, historicamente confirmadas, no entanto permaneço convicto de que na exceção da história, a Associação Recreativa Novelense tenha o seu lugar. 


A finalizar as comemorações, fez-se a surpresa com um render de homenagem, ao fundador e sócio nº 1 da Associação Recreativa Novelense Manuel Baptista da Silveira, na presença do Presidente da Associação Bruno Monteiro e Vice presidente Laurindo Magalhães, Presidente da Junta de Freguesia de Novelas Carlos Miranda Monteiro, e do Vereador da Câmara Municipal de Penafiel, Doutor Antonino de Sousa, que reconheceram a dedicação à causa. 
Evidentemente muitas coisas aconteceram nesse período de tempo: Alegrias, tristezas, dificuldades, onde as situações mais difíceis se verificaram anteriormente ao 25 de Abril, num regime de ditadura onde as dificuldades foram superadas com paciência, perseverança e sobretudo com a eficiência demonstrada por Manuel Baptista da Silveira, que muito bem soube colaborar com todos os associados.

Os Novelenses aqui aprenderam, com aqueles que possuem conhecimentos pela experiência, vivência ou cultura, e posteriormente ensinam os demais.
Assim o referiram os seus maiores amigos, Prata de Melo e o engenheiro Adelino Correia ao referirem que, por mais que a pessoa sinta nada conhecer para passar aos demais, sempre tem algo a ensinar seja ela pelo seu comportamento, humildade, bondade, espírito de coleguismo, educação ou demais atitudes.
Manuel Baptista da Silveira muito bem o soube demonstrar, a Associação Recreativa Novelense, com 40 anos de Cultura e Tradição” estará presente por muitos anos e será digna de seus dedicados dirigentes e participativos associados.
 
A finalizar em meu nome pessoal faço votos de que o senhor Baptista seja sempre como o conheci, um amigo no local onde vivi, um profissional no antigo posto médico local onde desempenhou o seu trabalho, e um homem integro como fundador desta colectividade e que assim seja por muitos anos.

Parabéns.
Novelas 30 de Julho de 2012




sexta-feira, 13 de julho de 2012

DESFILE DE MODA


Desfile de Moda em Novelas Pnf

No dia 7 de Julho de 2012 pelas 21 horas e 30 minutos no pavilhão desportivo de Novelas, a Comissão de Festas Divino Salvador levou a efeito um desfile de moda tendo em vista conseguir apoios e auxilio para a festa da freguesia.

 


Crianças, Jovens, Adultos e muitas surpresas, fizeram com que a plateia, e bancada esgotasse de gente.

 
Foi um sucesso, os objectivos atingidos com alegria dos pais que acompanharam as crianças com atenção e muito entusiasmo.

 
Uma maravilha atitudes inéditas das crianças que transformaram alguns momentos em verdadeiros modelos.

 
As peças de roupa apresentadas pelo pronto-a-vestir, Girassol, C.S. e Shop Jeans, causaram impacto, e apesar das roupas de criança tornarem o desfile muito atractivo, os Jovens e Adultos, desfilaram roupas muito originais.



 

 


Acho que a ideia foi muito bonita, demonstrou que Novelas se preocupa em dar a conhecer a freguesia a quem a visita tornando-a cada vez mais atractiva,  ampliando e dignificando desta forma a sua a sua imagem.
 
 



 


Novelas 13 de Julho de 2012




sábado, 7 de julho de 2012

NOITE BRANCA.


A noite mais longa em Penafiel


Muita gente saiu à rua no dia 30 de Junho de 2012 em Penafiel, trazendo o evento Noite Branca, promovido pela (ADISCREP), com convite e colaboração da AEP - Associação Empresarial de Penafiel.
Foi uma noite de animação, nos passeios, esplanadas acumuladas de gente e música ambiente de festa, conseguindo mover à cidade de Penafiel multidão e actividade, depois de tempos de nevoeiro acabrunhado.

O Programa de animação desta noite que se transformou em dia, colaboraram associações, grupos, e movimentos do concelho de Penafiel, onde os Restaurantes tiveram animação, existiram actividades e contaram com várias participações nomeadamente entre outros:





O Grupo de Música Tradicional “Terra Nossa” Guilhufe; Folk Infantil; Rancho Folclórico de Bustelo, Teatro de Novelas; Atividades Multidisciplinares; Escola de Música Melodia; Universidade Sénior; Turma de Ioga da US Penafiel; Grupo de Cantares da Minha Terra; Pintura Coletiva; Escola de Dança Lampdance; Fado; Tuna Académica da USPenafiel; Escola de Dança “Era uma vez… “ Novelas Escola de Dança “ CrocaDance”; Feira do Livro na Biblioteca Municipal; Boémia Literária, DJs: DJ. X-Cess; DJ. Teka e DJ. Vito di Santi.

 
 

Alegria e festa pela noite dentro com zona de bares, fez com que por instantes se esquecessem os momentos difíceis e a noite se transformasse em dia, com o branco a demarcar o evento.


Alguma aderência de lojas do comércio local abertas e o movimento criado pelas associações, grupos e particulares ofereceram diversas animações e musicalidade, exultando a Avenida, o Largo da Ajuda e o Cento Histórico da cidade nessa noite.
As Associações da Freguesia de Novelas, estiveram presentes com grande empenho e o mote apresentado foi o comboio de Novelas, fazendo lembrar tempos de criança onde se apresentava a revista da Antiga Estação e se ouvia “ Novelas é uma nação e quer ver o seu nome na estação”


Eram tempos em que se não entendia e nunca se entendeu, nem se entende, a localização da estação na freguesia de Novelas com o nome de estação de Penafiel.
Saudades de outros tempos de ruas animadas, com movimento de gente, poucos automóveis na freguesia de Novelas mas que este dia fez também lembrar e pretendeu dar á cidade muita alegria e esquecer momentos tristes.

 



Foram entregues prémios do concurso de “ varandas em Flor, em que o objectivo consistia em embelezar as janelas e varandas, no centro histórico de Penafiel.
O primeiro prémio do concurso “ Varandas em Flor” foi atribuído à Doce Bijou, situada Rua Dr. Joaquim Cotta, n.º 25 e Maria Belém Ferreira Neto, Lda, na Praça do Município, n.º 85 arrecadou o segundo e terceiro prémio. 


Foi ainda atribuído a menções honrosas do concurso foram para José Coelho, situado naPraça do Município, n.º 63 e Maria Alcina Vieira Lopes, naRua Dr. Joaquim Cotta, n.º 26.
As ruas pareciam ganhar vida e ainda foi possível assistir junto a Assembleia a uma belíssima mostra de “ Dança do Ventre” com que finalizei uma noite cinzenta com um pouco de nívea.

Novelas 7 de Julho de 2012




sexta-feira, 6 de julho de 2012

MAIS CONHECIDO POR BRUNO.


JOSÉ PEREIRA DE SAMPAIO BRUNO (1857-1915).


Na passada quarta-feira, dia 27 de Junho pelas 22 horas, a Unicepe - Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, CRL, levou a efeito e como já é habitual mais um "Encontro de Escritores Portuenses."

 
 

Depois de saudar o público, Rui Vaz Pinto director da Unicepe deu a palavra a José Silva que fez a apresentação do escritor Sampaio Bruno, autor escolhido para o dia, ficando as canções a cargo de Jorge Gomes da Silva.
José Pereira de Sampaio que adoptou o pseudónimo de “Bruno” ficou a ser conhecido por Sampaio Bruno e veio a tornar-se uma ilustre figura. 

 

Sampaio Bruno nasceu na cidade do Porto a 30 de Novembro de 1857, filho de Ana Albina Pereira Barroso e de José Pais de Sampaio.
Foi um autodidacta publicando a primeira carta num jornal da época, com apenas 14 anos.

 

Sampaio Bruno cresceu num meio dominado pelas ideias liberais. Assim caracterizou Joel Serrão o ambiente social em que aconteceu a sua formação intelectual.
Cedo criou celeuma publicando um artigo contra os vampiros que o levou a tribunal. Quando o Juiz pediu para se levantar o arguido, eis que vimos erguer-se uma criança de 14 anos cheia de medo, que logo foi autorizada a ir-se embora. 

 

Em 1890 tornava-se Republicano confesso, e fazia sair o primeiro número do jornal “A República Portuguesa”, que fora fundado por ele próprio e Joaquim Gomes de Macedo, de apoio ao partido republicano.
 A Revolta viria a ter lugar na cidade do Porto a 31 de Janeiro de 1891 sendo o primeiro movimento revolucionário quem teve por objectivo a implantação do regime republicano em Portugal.
 Publicou várias obras sendo que uma das maiores  “O Encoberto”. Em 1908 foi nomeado segundo Oficial Conservador da Real Biblioteca Municipal do Porto e algum tempo mais tarde Director de tão grande “livraria e escritaria” publica.

 

Destaquemos, de início, o traço intelectual mais marcante da personalidade do nosso autor: a sua liberdade de espírito que o levou a ser, como o pai, um libertário. O nome de Bruno, acrescentado ao da família foi inspirado no do grande filósofo italiano, Giordano, que morrera, em 1600, vítima da intolerância da Santa Inquisição. romana em face da liberdade de pensamento, conforme referido pelo apresentador.
  Sampaio Bruno nunca casou. Falar desta figura é falar de um ilustre escritor Portuense, contemporâneo, fruto duma época política, social e económica, com muito talento e reconhecido pelo público, mesmo popular.
Faleceu a 11 de Novembro de 1915 no Hospital da Ordem do Terço, após ter sido submetido a uma operação cirúrgica, no dia 6 do mesmo mês a um hidrocele, que nos últimos anos o impossibilitara de caminhar.

 

A aura de Sampaio Bruno e de homens como este perdurarão para sempre neste Universo, apesar de encontramos em documentos de 1902 o mesmo tipo de "democracia" que os do Centenário querem fazer-nos comemorar!
Façam o favor de ler, não fui eu que escrevi!  
JORNAL VOZ PÚBLICA
  "Hontem, por volta das 9 horas menos um quarto da noite, o sr. José Pereira de Sampaio (1) descia, só, tranquilo e socegadamente a rua Sá da Bandeira, desta cidade.  Atravessou a rua, vindo da tabacaria Gonçalves, o dr. Affonso Costa, acompanhado de vinte indivíduos, aproximadamente.
  Subito, o dr. Affonso Costa, dirigindo-se ao sr. José Sampaio, berrou-lhe: – Ah, seu canalha! e, levantando a mão armada de um "box de ferro", assentou-lhe uma forte pancada na cabeça. Logo, os indivíduos que acompanhavam o doutor, mettendo-se na contenda, agarraram os dois, mas permittindo que o dr. Costa continuasse aggredindo violentamente o sr. José Sampaio. (…)"
 Jornal Voz Pública, 12 de Janeiro de 1902.

 

Tudo isto não é estranho até porque na minha opinião, hoje similarmente alem de existir quem tente esquecer homens ímpares, por vezes até condicionados ou forçados, votados a um relativo esquecimento ou mesmo ao esquecimento, ainda à quem assista a tributos para galardoarem alguns, polichinelos; arcários; ou saltimbancos, onde o único problema reside em fazerem jogos com a causa pública.

 
  
No entanto são atitudes como estas; que retiram do esquecimento homens desta dimensão e que serão mantidas por todos aqueles que se preocupam; com um sem-futuro que cada vez mais se está a deteriorar; e lamentavelmente a ensinar.


Novelas 30 de Junho de 2011