sexta-feira, 27 de abril de 2012
BIBLIOTECA MUNICIPAL
O Coronel Vasco
Lourenço!
A Biblioteca Municipal de
Penafiel convidou os Penafidelenses, para um encontro com o Coronel Vasco
Lourenço, no âmbito das comemorações 25 de Abril.
Com apresentação a cargo do jornalista Francisco José Oliveira e um momento musical com cantigas de Abril
por José Silva, o coronel começou por evocar o seu companheiro coronel Mário
Alfredo Brandão Rodrigues dos Santos, falecido em Penafiel no passado dia 3 de
Fevereiro de 2012, com 74 anos de idade.
Notou-se claramente uma das maiores dores, sentida
pela separação de uma pessoa de valor de quem naturalmente admiramos e com dedicação
à vida por uma causa justa na protecção ao mais elementar...
A LIBERDADE!
O coronel Vasco Lourenço referiu
que Spartacus é esperado pelo povo, para comandar os oprimidos na “Revolta dos
Escravos”, e que o gladiador começa a perder o medo no coração da República
“Romana”.
Rui Eduardo Pães, jornalista
crítico de música e ensaísta, por sua vez descreve que ao longo destes 38 anos
nos encontramos de tal forma embaraçados, que se nada fizermos, passaremos do
cravo ao escravo, hoje manifestado e imposto sobre uma forma camuflada, a
ditadura vê-se a querer brotar, sobrepondo-se a um povo ordeiros e manso,
arrastando-o para a “Rebelião”.
Referiu-se que a mensagem é clara e se não protestar-mos contra a precariedade, contra o
desemprego, contra os atrasos nos pagamentos dos ordenados, contra a perda de
direitos como trabalhador, contra os impostos, contra os cortes na cultura,
contra as penhoras realizadas pelos bancos e pela Autoridade Tributária e
Aduaneira às vítimas daquilo a que chamam «políticas de austeridade», contra o
afundamento do Serviço Nacional de Saúde e da Segurança Social, contra a
grunhisse como sistema de pensamento, o mais que se pode ter é um punhado de
nada.
O coronel Vasco Lourenço observou a falta de
preocupação dos nossos governantes em terem colocado o poder numa situação embaraçosa,
fazendo com que se viva 38 anos depois da revolução um momento crítico em termos da
autonomia devidamente consagrada na Constituição.
É tempo de nos interrogarmos onde
se encontram os valores de Abril.
O 25 de Abril continua a valer
sobretudo por aquilo que representa e estes
valores e ideias, mantêm-se actuais, colocando-nos em alerta permanente tal como
fizeram os capitães de Abril à 38 anos.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
25 DE ABRIL - PENAFIEL TERRA NOSSA
25 DE ABRIL EM NOVELAS
Mais uma vez a freguesia de Novelas
comemorou o 25 de Abril.
No salão da Junta de Freguesia de Novelas,
na noite de 24 para 25 de Abril, fomos brindados com poemas na voz de Rui Vaz
Pinto, e cantilenas que foram desde os Fados de Coimbra, passando pelas
baladas, e desaguando no cancioneiro popular Açoriano e Alentejano, a cargo de
Fernando Carvalho, Fernando Ribeiro e Carlos Cunha.
Se todo este leque de músicas e canções
foram do meu agrado, uma há que me tocou especialmente e que se intitula “Três
dia, e três noites”, de autoria de Fernando Peixoto (já falecido), e
interpretada por Carlos Cunha.
domingo, 22 de abril de 2012
ACADEMIA DE DANÇA.
MENINO GOTINHA DE CHUVA!
A
Academia de Dança de Novelas, apresentou, nos dias 21 e 22 de Abril no salão
polivalente da Junta de Freguesia de Novelas, uma história, musical e dança
intitulada Gotinha de chuva.
Era
uma vez um menino chamado Gotinha de chuva.
A
princípio, a gotinha estremeceu de medo, mas depois gostou da viagem onde não
faltaram nuvenzinhas, representadas por fofinhas crianças que muito bem
souberam interpretar.
Adormeceu-se
num mundo de fantasia no qual provavelmente incorporaram novos elementos, e foi
uma maravilha a mensagem que passaram do conto curto ou breve sobre a
importância da chuva no planeta, que terminou com um final feliz para crianças
e jovens, tornando-se assim agradável e adequado para se aprender a preservar a
natureza.
O
modelo formativo desta academia, estimula a prática da dança, promove o
enriquecimento do vocabulário individual, a aquisição de novos conhecimentos, a
investigação de novas linguagens, num caminho de afirmação artística,
construído no diálogo e na interacção entre os diversos elementos professores.
Salienta-se
a inspiração apoiada na preservação do planeta e a coreografia de Daniela com
um projecto, que conjuga as artes performativas, através da transformação do
movimento e dança, questionando o destino do homem e a sua frequente ligação
didáctica, com o meio ambiente e preservação da Natureza.
É
de assinalar que sobretudo no conto, o relato falado de Mónica foi de grande
qualidade terminando com uma excelente cantiga gravada em CD de autoria de José
Monteiro já conhecida dos Novelenses “ A Chuva”
Já
que ao longo destes anos, a Freguesia de Novelas foi promotora de maravilhas
diversificadas, que bom seria, se fosse possível unir sem sonhar ou separar a diversidade
cultural que a caracteriza, dando a conhecer cada um á sua maneira as suas
manifestações artísticas, acolhendo os jovens e quem a visita.
Assistir
foi uma maravilha.
Novelas
22 de Maio de 2012
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domingo, 15 de abril de 2012
DVD - 64 - 25 DE ABRIL EM NOVELAS 2012
38 ANOS DEPOIS...
A JUNTA DE FREGUESIA DE NOVELAS VAI PROCEDER À ABERTURA DAS COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL.
À semelhança de anos anteriores, estarão envolvidas e em colaboração com a JUNTA DE FREGUESIA DE NOVELAS a ASSOCIAÇÃO RECREATIVA NOVELENSE a ASSOCIAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA FREGUESIA DE NOVELAS e TODAS AS FORÇAS VIVAS com intenção de darem a conhecer a todos aqueles que sofreram com a opressão; de que é mais do que urgente resgatar ABRIL.
Os militares fizeram a revolução que está a ser alvo do regresso ao passado, do comprometimento do futuro e da deturpação da história.
Na verdadeira história da Revolução 25 de Abril, foram importantes as canções de Abril e as lutas constantes, contra uma ditadura que acabaram por derrubar o regime.
Eu quero posso e mando; poder é saudável; e sobretudo a disparidade da desigualdade entre classes, o aumento apressado do desemprego, a vida precária e difícil das famílias e o futuro ameaçador para os jovens, faz cada vez mais pensar na necessidade de resgatar Abril...
A história é mais do que evidente e necessária para que hoje estejamos atentos e vigilantes. As preocupações, projectam-se com o futuro que iremos deixar para as próximas gerações, com um sistema em que os ricos foram ultrapassados pelos novos-ricos, a classe média desapareceu apressadamente e a pobreza é mais do que evidente.
Vamos fazer algo, pelas novas gerações;
A história é mais do que evidente e necessária para que hoje estejamos atentos e vigilantes. As preocupações, projectam-se com o futuro que iremos deixar para as próximas gerações, com um sistema em que os ricos foram ultrapassados pelos novos-ricos, a classe média desapareceu apressadamente e a pobreza é mais do que evidente.
Vamos fazer algo, pelas novas gerações;
PROGRAMA
DIA 24 DE ABRIL às 21e30 horas no SALÃO POLIVALENTE DA JUNTA DE FREGUESIA DE NOVELAS, VAMOS MANTER VIVO E RECORDAR ABRIL; COM CANTIGAS E OS ARTISTAS:
CARLOS CUNHA
Músico e Cantor de ABRIL;
FRANCISCO CARVALHO
Músico e Cantor de ABRIL;
FERNANDO RIBEIRO
Músico e Cantor de ABRIL;
RECORDAR ABRIL É COM:
POESIA DECLAMADA POR RUI VAZ PINTO
DIA 25 DE ABRIL - ASSOCIAÇÃO RECREATIVA NOVELENSE
09:00 horas
- PROVA DE BTT - XCR/ARN
Com início no Pavilhão Municipal de Novelas, vai ter início uma prova de
BTT - XCR/ARN organizada pela ASSOCIAÇÃO
RECREATIVA NOVELENSE, com intenção de que este dia seja demarcado na
história de ABRIL, com actividades de Recreio e Desporto.
15:00 horas
- O 25 DE ABRIL VIVIDO POR DR. JOSÉ MACHADO CASTRO!
Organizado
também pela ASSOCIAÇÃO RECREATIVA NOVELENSE,
A HISTÓRIA DO 25 DE ABRIL VISTA POR: DR. JOSÉ MACHADO CASTRO, preso
político antes do 25 de Abril , activista estudantil e sindicalista.
ASSOCIAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA FREGUESIA DE NOVELAS
DIA 25 DE ABRIL
16 e 30 horas - MURAL DA LIBERDADE; a A.P.D.F.NOVELAS convida as crianças
e Jovens a participar em pinturas alusivas ao 25 de Abril num MURAL PARA A
LIBERDADE, seguindo-se pelas;
18:00 horas - VELAS PELA LIBERDADE - Uma iniciativa para a população em geral; - Jovens Crianças e Adultos que vão escrever mensagens figuradas do 25 de Abril, colocando-as em barquinhos de papel, para serem transportadas pelo Rio Sousa e alguém as possa ler.
18:00 horas - VELAS PELA LIBERDADE - Uma iniciativa para a população em geral; - Jovens Crianças e Adultos que vão escrever mensagens figuradas do 25 de Abril, colocando-as em barquinhos de papel, para serem transportadas pelo Rio Sousa e alguém as possa ler.
COLABORA PARTICIPA !
Organização:
Junta de Freguesia de Novelas.
Colaboração:
Associação Recreativa Novelense.
ESCOLA DE NOVELAS - PENAFIEL TERRA NOSSA
ESCOLA - CANTINA
Foi nesta escola primária, que
muitas gerações de Novelenses, começaram a aprender as suas primeiras letras.
Edificada ao lado da Igreja
Paroquial de Novelas, fazendo jus à ligação em voga no tempo do Estado Novo,
Escola - Igreja.
Embora sobre a porta de entrada
principal se possa ler em letras garrafais “ESCOLA – CANTINA AMÉRICA CARDEAL
ROCHA MELO”, apenas a cantina foi baptizada com o nome da esposa do benemérito
cidadão Manuel da Rocha Melo…
O EMBLEMA NÃO É IMPORTANTE!
Abril com liberdade de expressão!
Na VII
REVISÃO CONSTITUCIONAL com o 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças
Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus
sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.
No entanto tal como hoje, alguns continuaram a ser bobos de corte, e nada faziam para mudar enquanto outros libertavam Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo que representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.
A
Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais para
todos, mas para alguns viria ao longos dos anos a tornar-se num embaraço que
ainda hoje incomoda muita gente porque se é isento e independente.
No
entanto só se faz falta quando se está presente e por isso sabemos que se
torna quase sempre uma pedra, no sapato de alguém!
Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma
transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade
portuguesa.
A
Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No
exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo
reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.
Entende-se
assim que:
Foi a pensar o Direito, que se pensou a Liberdade e viu-se com Abril e o bilhete de avião, onde não faltou o canto da emigração! Fazer agir o Direito, será
viver a Liberdade e intrinsecamente ligados, arte é fazer valer o direito à
liberdade dentro dos parâmetros e paradigmas do Direito, isto é, temos o
direito de nascer, crescer, estudar, comer, morar... e morrer.
A
liberdade, antes de tudo, deve ser vista com responsabilidade.
Esses
direitos são necessários para se encontrar, de uma forma ou de outra, os
caminhos, as metas e os objectivos de cada indivíduo – tanto para o bem, quanto
para o mal, ou seja, a liberdade será determinada pelos seus princípios de
"direito": o errar e o acertar
e é mais que evidente ...
No
entanto a responsabilidade dos nossos feitos, é uma condição sumamente
importante para que possamos fazer jus a "essa tal liberdade"...
O futuro dirá, a ver vamos!
O futuro dirá, a ver vamos!
sexta-feira, 13 de abril de 2012
ESCOLA - CANTINA AMÉRICA CARDEAL ROCHA MELO
Foi
nesta escola primária, que muitas gerações de Novelenses, começaram a aprender
as suas primeiras letras.
Edificada
ao lado da Igreja Paroquial de Novelas, fazendo jus à ligação em voga no tempo
do Estado Novo, Escola - Igreja.
Embora
sobre a porta de entrada principal se possa ler em letras garrafais “ESCOLA –
CANTINA AMÉRICA CARDEAL ROCHA MELO”, apenas a cantina foi baptizada com o nome
da esposa do benemérito cidadão Manuel da Rocha Melo.
Na
acta da sessão da Câmara Municipal de Penafiel, do dia 19 de Abril de 1894, a Junta de Paróquia
da Freguesia de Novelas, deste concelho de Penafiel, apresenta o pedido para a
criação de uma escola – elementar mista, sendo decidido obter e apresentar, à
Câmara Municipal de Penafiel esclarecimentos para esta se pronunciar.
A
Câmara Municipal de Penafiel na sessão de 26 de Abril de 1894, tomou a seguinte
resolução como se pode ler na acta:
“Elle
vicepresidente (da C.M.P. Casimiro Sequeira de Sousa Rebello), apresentou o
ofício do Governo Civil d’este distrito acompanhando a representação da junta
de parochia de Novelas, a pedir uma escola, à cerca da qual foi encarregado
pela Câmara de informar na sessão transacta – e prestando as informações que
obteve em vista das leis e dos interesses da freguesia. Em vista d’estas
informações, a câmara deliberou por unanimidade: que a pretenção da junta de
parochia da freguesia de Novelas, em querer que seja estabelecida nessa
freguesia uma escola elementar - sistema misto, e que, em vista dos muitos
encargos que hoje pesam sobre a Câmara, mas tendo que desempenhar-se dos que
lhe impõe o decreto de 6 de Agosto de 1892 = se obrigava e compromethia a
prestar permanentemente, em quanto tal obrigação lhe competir, como possa a
escola e habitação dos professores - e a respectiva mobília escolar,
submetendo-se deliberação à aprovação superior para ser executada."
Texto
extraído da acta de 26 de Abril de 1894
Em
5 de Outubro de 1910, foi implantada em Portugal a República, que instituiu o
ensino público obrigatório para todos os cidadãos, com vista a combater a taxa
de analfabetismo que rondava os 80% da população.
Como
se pode ler no Decreto n.º 21.258, o filantropo Manuel da Rocha Melo doou, uma
quantia para a construção das escolas de Bostelo e Novelas, assim como para a
manutenção das respectivas cantinas.
Transcrevo
alguns artigos do respectivo Decreto n.º 21.258, publicado no “Diário do
Govêrno, de Quinta-feira 19 de Maio de 1932, da I Série – Número 116, pág. 874,
que diz o seguinte:
“Art.
1º. É o Governo autorizado a aceitar a quantia de £ 2:600, em títulos de divida
pública de 6 ½ por cento ouro, de 1923, que o cidadão Manuel da Rocha Melo doa
ao Estado para manutenção das cantinas escolares de Bostelo e Novelas e bem
assim a de 20.000$ com que o mesmo cidadão contribui para a construção dos
respectivos edifícios escolares.
Art.
2º. Essas cantinas receberão, respectivamente, o nome de Cantina da Rocha Melo,
de Bustelo, e Cantina da Rocha Melo, de Novelas.
Art.
4º. Tais fundos são administrados pela Câmara Municipal de Penafiel, por
intermédio de comissões de três membros por ela nomeados entre os homens bons
do concelho, para cada uma das duas cantinas.
§
1º. Os membros dessas comissões serão nomeados por um ano. Poderão porém ser
reconduzidos por igual período no caso de se verificar a sua boa administração.
§
2º. As mesmas comissões superintenderão outrossim no funcionamento da cantina
respectiva e poderão aceitar quaisquer donativos igualmente destinados à
manutenção das cantinas.
![]() |
| Escola - Cantina América Cardeal Rocha Melo |
Art.
5º. Os fundos das cantinas, bem como os seus rendimentos, são isentos de
quaisquer ónus camarários presentes ou futuros.
Escola
- Cantina América Cardeal Rocha Melo
Domingo,
22 de Novembro de 1936, foi inaugurada solenemente a Escola - Cantina América
Cardeal Rocha Melo, na freguesia de Novelas, cuja obra se deve ao Estado Novo e
ao grande benemérito Manuel da Rocha Melo desta freguesia.
.....um
grupo de raparigas, em trajes regionais, cobriu os ilustres visitantes com uma
demorada chuva de flores de mistura com o estalejar de foguetes, ruidosos vivas
da assistência numerosa, que ali se comprimia, e ao som dos acordes da banda
marcial de Paredes.
Procedeu
à bênção solene da Escola o reverendo pároco da freguesia de Novelas António
Domingues da Fonseca seguindo-se uma sessão solene, cuja mesa era constituída
pelos srs. Engenheiro Gomes da Silva, Director Geral dos Edifícios e Monumentos
Nacionais, presidente, ladeado pelo sr. Rocha Melo; Adriano Mota, Director do
Distrito Escolar; Padre Carlos Pereira
Soares, Presidente da Câmara, Adriano Pais Neto e Capitão Couto de Vasconcelos,
vereadores.
…Discursaram
brilhantemente acerca do objectivo da festa e à benemerência dos homenageados...
Um
menino e uma menina, alunos da escola, recitaram cada um o seu discurso,
alusivos ao significado da festa.
No
final foi distribuído, pelas crianças da escola um suculento almoço, servido
pelas senhoras da terra, e confeccionado na respectiva cantina.
Por
último o sr. Rocha Melo ofereceu um lauto almoço na sua casa da Tulha, em
Novelas.
Tal
como hoje, nesses tempos idos, a fome sentava-se à mesa de muitos lares. Com subsídios
da Cáritas portuguesa, na cantina América Cardeal Rocha Melo, não só eram
servidas as refeições aos alunos mais carenciados da freguesia, como também a
sopa dos pobres, que nos tempos ditos democráticos se chama banco alimentar.
A
escola mais antiga da freguesia de Novelas, é denominada, nos tempos que
correm, por Escola Ponte n.º1. Não faço ideia, porque não foi aproveitado o
nome de América Cardeal Rocha Melo para a mesma, ou será mais chique ou
funcional, a escola ter um nome, e a cantina outro? … pois, não quero crer, que
por qualquer motivo que me escapa, o nome da senhora fere a dita democracia
instalada.
Justino
do Fundo, cumprimentando António da Silva Meireles (de costas para a foto).
Infelizmente, ambos já não fazem parte do nosso convívio.
![]() |
| Justino do Fundo, cumprimentando António da Silva Meireles (de costas para a foto). Infelizmente, ambos já não fazem parte do nosso convívio. |
No
ano de 1985, esta escola beneficiou de obras custeadas pela Junta de Freguesia
de Novelas sendo seu presidente o Sr. António da Silva Meireles, e pela Câmara
Municipal de Penafiel chefiada por António Justino da Costa Luís do Fundo.
Já
no ano 2000, a
escola sofreu obras de restauro, assim como a substituição do mobiliário e
caixilharia. Nesta altura, era Presidente de Junta o Sr. António Rocha e Presidente
do Município o Sr. Dr. Rui António Pinto Silva.
Entretanto,
foi-lhe anexado um infantário, para crianças mais pequenas.
A
escola é composta por duas salas de aula, uma cantina com cozinha, sala de
professores, uma casa de banho para os rapazes, uma casa de banho para as
raparigas, e uma casa de banho para professores. Existe um grande recinto em
redor da escola, um átrio de entrada e um recinto coberto, a escola oferece
umas boas condições para quem a frequenta.
Agora
com a cantilena da troyka, faço voto que não venha a encerrar esta escola, como
também o desaparecimento da Junta da Freguesia de Novelas.
Para
a elaboração deste texto foram consultados:
-
Os Jornais “O Tempo”, e “O Penafidelense” da época.
-
As Actas da Câmara Municipal de Penafiel
-
O Diário do Governo de 19 de Maio de 1932
-
A “Monografia de Novelas”
-
Fotos cedidas pelo meu amigo Meireles
13 Abril 2012
13 Abril 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
ENCONTRO DE ESCRITORES - UNICEPE.
Na quarta-feira,
dia 28 de Março, das 21h30 às 23h foi homenageado o escritor Alberto Pimentel, na Cooperativa
Livreira de Estudantes do Porto, sendo a apresentação do escritor a cargo de José Silva
Porto,
1849/Queluz, 1925 - Alberto
Pimentel nasceu no Porto, em 1849, e nesta cidade frequentou a instrução
pública, não tendo sido possível, por motivos económicos, aceder ao ensino
superior como era pretensão de seu pai.
Colocou na sua obra o Porto na Berlinda e em
1868, Alberto Pimentel era estudante do Liceu, tinha então 19 anos de idade.
Assistiu
a um outeiro no Mosteiro de S. Bento de Avé-Maria, que então ocupava o actual
espaço da estação de S. Bento. Foi acompanhado pelo seu inseparável amigo Sousa
Viterbo, como já era conhecido das freiras, por lá ter uma prima, não teve
dificuldade em entrar.
Ficou
deliciado com as iguarias e vinhos finos. A música também esteve presente,
através do Maestro Miguel Ângelo (no piano), Marques Pinto (violino) e do
mestre Moreira de Sá. Os poetas glosaram até altas horas a mote das seculares.
Alberto
Pimentel retira-se com o seguinte verso:
Tenho
hoje aqui glosado
Motes
a êsmo, a granel
Consenti,
minhas senhoras,
Que
eu desta feita termine
E
perante vós se incline
Vosso
servo Pimentel.
Além de jornalista e escritor, Alberto
Pimentel ocupou diversos cargos públicos, tendo sido, designadamente, funcionário
da Secretaria do Tribunal de Lisboa, administrador do concelho de Portalegre,
deputado às Cortes em diversas legislaturas e comissário régio no Teatro D.
Maria II.
Na
imprensa colaborou em diversos periódicos, entre os quais «O Primeiro de Janeiro»,
«Diário Ilustrado» e «Diário Popular», para além de diversos jornais políticos
e literários.
Escritor
polígrafo, publicou centena e meia de obras, entre romances - sobretudo do
género histórico -, crítica literária, crónica de viagens, monografias históricas,
memórias, poesia e teatro. Nas suas obras deu predomínio aos ambientes e
figuras características do Porto.
Amigo
íntimo de Camilo Castelo Branco, escreveu oito monografias sobre este famoso
escritor.
Alberto
Pimentel escreve, em “Vinte Anos de vida literária”, sobre o seu pai:
“Ele
foi um dos últimos homens dessa geração quási extinta, que trouxeram do lar
paterno a noção austera do dever e a impressão profunda dos bons exemplos
domésticos.
Tudo
era antigo na educação desses homens, hoje já tão raros que viveram os
primeiros anos da sua vida em plena atmosfera de tradições sagradas e
invioláveis, e que professavam pelo passado um culto cotidiano, no meio de
criados velhos, de velhas loiças da India, e de velhos retratos de avós
falecidos.
Todas as grandes solenidades religiosas não
passavam sem comemoração doméstica; eram outras festas de família, muito
íntimas e muito expansivas. O Natal, a Páscoa e os dias solenes da Igreja, eram
esperados com júbilo, e celebrados com devoção tradicional.
E sentar-se um pai à mesa, nesses dias memorandos, rodeado de todos os filhos e de todos os parentes, era para os homens da geração quási extinta um doce prazer patriarcal, puro e simples, e gozo perente da felicidade pela família“.
E sentar-se um pai à mesa, nesses dias memorandos, rodeado de todos os filhos e de todos os parentes, era para os homens da geração quási extinta um doce prazer patriarcal, puro e simples, e gozo perente da felicidade pela família“.
(actualização)
Contributo
de RF:
“O
passado é um país ideal onde se envelhece ao cabo de algumas horas de
concentração”
Alberto Pimentel, “Vinte Anos de Vida Literária“
Alberto Pimentel, “Vinte Anos de Vida Literária“
Diante
dos dois lados do espelho da memória, o presente e o passado, o autor recorda
os rostos , os nomes, o sentir e o pensar de lembranças saudosas de outro
tempo.
4ªCantiga de Pinto Soares
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